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28 de novembro de 2025As “startups verdes“, isto é, de economia sustentável, ocupam um espaço crescente no mercado e despontam como um dos segmentos mais estratégicos da nova agenda econômica. O avanço das cleantechs ocorre em meio à pressão por redução de emissões e ao reposicionamento de governos e investidores em torno de iniciativas alinhadas à transição energética.
Esse movimento reflete o amadurecimento de tecnologias capazes de tornar setores tradicionais mais eficientes, reduzindo custos e ampliando o uso de energias limpas. Entre elas, surgem modelos que conversam com diferentes tipos de energia solar, permitindo aplicações que atendem desde pequenos negócios até cadeias produtivas de grande porte.
Impulso de investidores e fundos especializados
O interesse do mercado financeiro por empresas de impacto socioambiental ampliou o fluxo de capital para iniciativas com modelos de negócio escaláveis. Fundos especializados têm priorizado projetos ligados a descarbonização, gestão hídrica, economia circular e tecnologias voltadas à eficiência energética.
Dentro desse cenário, ganham destaque startups que oferecem soluções que reduzem o uso de recursos naturais ou automatizam processos de monitoramento ambiental. A previsibilidade regulatória e os compromissos de metas climáticas assumidos por grandes economias também fortalecem o apetite por aportes no setor.
Política pública e novos programas de aceleração
Além do investimento privado, a economia verde passou a integrar programas de estímulo de instituições públicas. Ações voltadas a transição energética, inovação industrial e bioeconomia impulsionam iniciativas em estágios iniciais, ampliando o acesso a mentorias, aceleração e linhas de crédito.
Governos estaduais e agências de desenvolvimento vêm criando projetos específicos para tecnologias limpas, estimulando a experimentação em áreas como armazenamento de energia, reciclagem avançada, rastreabilidade de cadeias e captura de carbono. O objetivo é incentivar ambientes de teste que facilitem a entrada das soluções no mercado.
Um exemplo é o programa Inova Cemig.Lab, iniciativa da Cemig, em Minas Gerais, que selecionou e financiou projetos de 13 startups voltados ao desenvolvimento de soluções sustentáveis para o setor elétrico. A ação inclui desde tecnologias de eficiência energética até sistemas que ampliam o uso de fontes renováveis.
Cleantechs ampliam presença em setores tradicionais
As tecnologias de base ambiental têm se integrado à rotina de segmentos como construção civil, agronegócio, indústria e varejo. Plataformas que medem consumo energético e hídrico, sistemas de reaproveitamento de materiais e equipamentos que otimizam o uso de energia limpa e renovável elevam a competitividade das empresas.
Essa ampliação ocorre porque as soluções das cleantechs passam a ser incorporadas também como ferramentas de eficiência operacional. Muitas delas utilizam modelos adaptáveis que dialogam, por exemplo, com diferentes tipos de energia solar, oferecendo alternativas mais acessíveis para negócios de menor porte.
Perspectivas para a transição energética
A aceleração da indústria verde no Brasil depende da integração entre políticas públicas, inovação e financiamento. A demanda crescente por tecnologias sustentáveis deve estimular novas oportunidades para startups capazes de solucionar gargalos históricos do país, como desperdício de recursos, baixa digitalização e limitações de infraestrutura.
O fortalecimento dessas empresas indica uma mudança estrutural no mercado, em que competitividade e responsabilidade ambiental caminham juntas. A tendência é que o ecossistema de cleantechs siga em expansão, consolidando a economia verde como um dos motores do desenvolvimento nacional.





