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27 de maio de 2026Não é nenhum segredo que a transformação digital mudou completamente a forma como empresas administram pagamentos, fluxo de caixa, despesas e outros processos internos que antes demandavam um grande trabalho operacional.
No entanto, agora, o cenário se altera mais uma vez: automações financeiras, muitas criadas a partir do uso de Inteligência Artificial, passaram a ocupar um papel central na busca por mais eficiência no dia a dia.
Parte desse avanço também passa pela adoção de sistemas integrados de ERP Banking, que conectam operações bancárias às plataformas de gestão empresarial.
Segundo o relatório “Global Digital Operations Study 2024”, da consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC), 72% das empresas que automatizaram operações financeiras observaram melhorias significativas na capacidade de responder às demandas do mercado. Já a pesquisa “The State of AI in Early 2024: Gen AI Adoption Spikes and Starts to Generate Value”, publicada pela McKinsey & Company, em 2024, mostrou que empresas que adotaram IA generativa já relatam ganhos mensuráveis em eficiência operacional e redução de erros em processos internos.
Na prática, a digitalização tem reduzido o tempo gasto com duplas conferências, organização de múltiplas planilhas e comunicação mais demorada e com ruídos. Processos como conciliação bancária, emissão de notas fiscais e aprovação de pagamentos passaram a acontecer de forma unificada, permitindo que equipes financeiras direcionem mais tempo para análise e planejamento estratégico.
Automação financeira e integração entre áreas com o ERP Banking
A automação financeira deixou de atuar apenas no controle de contas a pagar e receber. Hoje, empresas têm buscado integrar áreas como logística, recursos humanos, gerenciamento de produto e planejamento estratégico para reduzir falhas operacionais e melhorar a circulação de informações.
Esse movimento também ampliou o uso de ferramentas voltadas para integração de dados e monitoramento financeiro em tempo real. Com o avanço do Open Finance no Brasil e das APIs bancárias, empresas passaram a conectar sistemas internos diretamente às instituições financeiras, permitindo uma troca mais rápida e centralizada.
Entre as aplicações mais comuns, estão:
- conciliação bancária automática;
- emissão de notas fiscais eletrônicas;
- controle de despesas corporativas;
- aprovação automatizada de solicitações para pagamentos e reembolsos;
- integração entre estoque, vendas, pedidos e financeiro;
- mais visibilidade, com monitoramento do fluxo de caixa em tempo real;
- maior segurança e redução de possibilidades de fraudes e erros operacionais.
O ERP Banking surgiu justamente a partir da integração entre sistemas ERP – sigla para Enterprise Resource Planning, usado para centralizar a gestão empresarial – e serviços bancários digitais. Fortalecido pela expansão das APIs financeiras e do Open Finance nos últimos anos, o modelo conecta pagamentos, conciliações e fluxo de caixa às plataformas de gestão da empresa, reduzindo processos manuais e ampliando a visibilidade das operações financeiras em tempo real.
Para viabilizar esse nível de integração, empresas também passaram a adotar, por exemplo, plataformas como SAP, TOTVS, Oracle NetSuite, Omie e Conta Azul, além de outras ferramentas voltadas para a conciliação bancária. Por trás dessas operações, a integração costuma funcionar por meio de APIs e modelos de Banking as a Service (BaaS), que permitem que todas as transações sejam executadas diretamente dentro do ERP.
Por exemplo, em vez de acessar o aplicativo do banco para aprovar um pagamento, a operação pode ser feita no próprio sistema de gestão da companhia. Além disso, também é possível realizar o cruzamento de dados atualizados entre áreas, o que facilita a geração de relatórios e análises mercadológicas feitas pela equipe. Cada empresa pode personalizar e construir seus diferentes sistemas, unificando as informações.
Um estudo divulgado em 2025 pela Celero Tecnologia Ltda., empresa especializada em soluções de Business Financial Management (BFM), intitulado “Impacto do BFM para o usuário PJ”, apontou que 54% das empresas analisadas registraram aumento no lucro operacional após automatizar rotinas financeiras. O levantamento também identificou redução de 70% no tempo dedicado ao fechamento financeiro e melhora na previsibilidade de caixa.
Além da eficiência operacional, a automação fortalece governança e compliance, uma vez que processos padronizados facilitam auditorias, ampliam a rastreabilidade das operações e diminuem o risco de erros causados por controles paralelos ou informações descentralizadas.
Tecnologia não substitui análise estratégica
Apesar do avanço das tecnologias financeiras, a automação não substitui a análise humana nas decisões estratégicas. Sistemas conseguem organizar dados, executar tarefas repetitivas e gerar relatórios rapidamente, mas a interpretação das informações continua dependendo das equipes.
Esse movimento tem mudado o perfil das áreas financeiras, que passaram a atuar de forma mais analítica e estratégica. Em vez de concentrar esforços apenas em tarefas operacionais, os profissionais passaram a acompanhar indicadores, avaliar riscos e apoiar decisões ligadas ao crescimento do negócio, baseando-se nos dados fornecidos.
Assim, a automação financeira deixa de ser apenas uma ferramenta operacional e passa a fazer parte da estratégia de crescimento das empresas, combinando integração de dados, tecnologia e capacidade analítica.





